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Mulher é morta a facadas em Cabo Frio; companheira tem prisão temporária decretada

Alessandra dos Santos Fernandes, de 24 anos Divulgação Uma mulher é suspeita de matar a própria companheira a facadas e teve a prisão temporária decretada...

Mulher é morta a facadas em Cabo Frio; companheira tem prisão temporária decretada
Mulher é morta a facadas em Cabo Frio; companheira tem prisão temporária decretada (Foto: Reprodução)

Alessandra dos Santos Fernandes, de 24 anos Divulgação Uma mulher é suspeita de matar a própria companheira a facadas e teve a prisão temporária decretada pela Justiça nesta segunda-feira (22), em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. A suspeita. que não teve o nome divulgado pela Polícia Civil, ainda não foi encontrada e é considerada foragida. De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu após uma discussão entre as duas, que evoluiu para uma luta corporal. Durante o confronto, a vítima, identificada como Alessandra dos Santos Fernandes, de 24 anos, que era auxiliar de classe, foi atingida por golpes de faca e chegou a dar entrada em uma unidade hospitalar já sem vida. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Agora no g1 Investigação Segundo a 126ª Delegacia de Polícia (Cabo Frio), os agentes foram acionados após a entrada da jovem no hospital. A partir disso, tiveram início as diligências para apurar o caso, que apontaram para um feminicídio ocorrido no contexto de um relacionamento entre duas mulheres. Testemunhas foram ouvidas, incluindo familiares da vítima. Conforme apurado, a suspeita teria se envolvido em uma discussão com Alessandra pouco antes do crime. Ainda segundo a polícia, a investigada chegou a iniciar uma tentativa de socorro, mas deixou o local em seguida. Há informações de que ela teria confessado o crime ao pai da vítima. Mandado de prisão Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a delegada responsável solicitou a prisão temporária da suspeita durante o plantão judiciário. O pedido foi aceito pela Justiça, que expediu o mandado. Policiais civis realizaram buscas em endereços ligados a familiares da investigada, mas ela não havia sido localizada até a última atualização desta reportagem. O que diz a defesa A defesa da acusada se manifestou por meio de nota e afirmou que o caso ocorreu em um contexto complexo, destacando a existência de antecedentes e informações que ainda não são de conhecimento público (veja nota na íntegra abaixo). A defesa informa que os fatos ocorreram em um contexto extremamente complexo, marcado por conflitos anteriores entre as envolvidas, circunstâncias que não podem ser ignoradas e que serão devidamente esclarecidas no curso da investigação. Existem elementos relevantes ainda desconhecidos do público, incluindo registros formalizados perante as autoridades competentes, medida protetiva anteriormente deferida em favor de Karine e documentação relacionada ao histórico da relação mantida entre as partes, os quais serão oportunamente apresentados às autoridades responsáveis pela apuração. A defesa confia que a investigação permitirá a reconstrução integral dos acontecimentos, considerando não apenas o resultado trágico do episódio, mas também todo o contexto que o antecedeu. Ressalta-se, ainda, que a intensa repercussão do caso tem causado em Karine profundo receio quanto à sua segurança e integridade física. A defesa está adotando as medidas necessárias para que sua apresentação às autoridades competentes ocorra de forma segura e adequada, preservando sua integridade e seus direitos. Por respeito à memória da vítima, aos familiares envolvidos e ao devido processo legal, a defesa não fará outras considerações sobre o mérito dos fatos nesta fase da investigação. Repercussão A morte de Alessandra gerou comoção entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Ela atuava como auxiliar de classe na rede municipal de ensino e trabalhava na Escola Municipal Palmira Bessa de Figueiredo, onde também havia estudado. Em nota publicada nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Educação lamentou a morte da jovem e manifestou solidariedade à família, aos amigos, colegas e à comunidade escolar. Parentes também se pronunciaram nas redes sociais. Em uma publicação, a irmã da vítima afirmou que a suspeita mantinha um relacionamento com Alessandra havia cerca de nove meses. Segundo o relato, a investigada teria dito ao pai da jovem que pretendia se entregar. A família classificou o caso como feminicídio e cobrou providências das autoridades, pedindo ainda a divulgação de informações que possam ajudar na busca por justiça. O caso segue em investigação pela 126ª DP de Cabo Frio.